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O PACTO DA ABÓBORA

A história de Caspian e Orion


Algumas histórias nascem de um planejamento cuidadoso. E há histórias que nascem de algo mais profundo, de um sentimento que brota da alma sem pedir licença, de uma imagem que se instala na mente e se recusa a ir embora. "O Pacto da Abóbora" pertence à segunda categoria.

Ele não nasceu do nada. Nasceu da minha paixão pela arte, pelas histórias de almas gêmeas e amores à primeira vista. Nasceu de um sentimento genuíno, que nem o tempo nem a lógica poderiam explicar. Sempre acreditei que existem encontros que não são por acaso, que existem pessoas que nasceram para se encontrar, não importa quantas décadas ou barreiras se interponham. Foi essa fé no amor que transcende tudo que deu vida a esta história. A arte sempre foi meu refúgio e em OPDA ela não é apenas um elemento decorativo: é o fio que une passado e presente, que conecta Caspian e Orion.

Caspian pinta porque não sabe fazer outra coisa com a dor que carrega. Orion pinta o invisível, o abstrato, o que não pode ser tocado. Dois artistas, dois mundos, dois tempos e, entre eles, uma abóbora iluminada e uma profecia antiga. Quando escrevi sobre Caspian pintando, sobre seus dedos manchados de tinta, eu estava escrevendo sobre mim. Quando escrevi sobre Orion olhando para Caspian com adoração, eu estava escrevendo sobre o que desejo para o mundo: que todos encontrem alguém que os veja por inteiro. Escrever esta história foi como um acalento na minha alma. Havia dias em que eu questionava se valia a pena continuar escrevendo em um mundo que parece cada vez menos interessado em histórias de amor. E então eu relia um trecho e sentia algo se aquecer dentro de mim. Era como se Caspian e Orion estivessem ali, me lembrando do porquê comecei. Esta história me ensinou que o amor — mesmo o impossível, mesmo o que desafia a morte — sempre vale a pena. Que acreditar no impossível não é ingenuidade, mas sim, coragem.

Não digo isso com vaidade. Digo com o coração: OPDA é uma das histórias mais bonitas que já escrevi. Não porque seja perfeita, até porque nenhuma história é, mas porque é verdadeira. Cada palavra, emoção e lágrima veio de um lugar real dentro de mim. É uma história sobre esperar. Sobre acreditar. Sobre amar mesmo quando tudo diz que você não deveria. Sobre encontrar a luz em meio à escuridão e descobrir que, no final, o amor sempre encontra um caminho.

Se você chegou até aqui, saiba que cada página foi escrita pensando em você. Em todos os que já esperaram por alguém. Em todos os que já se sentiram sozinhos. Em todos os que, como Caspian, passaram noites escuras acreditando que o amanhã traria algo melhor. Este livro é para vocês. E é, também, para mim. Uma lembrança de que sempre vale a pena acreditar no amor.

Porque o amor nunca erra o alvo.

Com todo o meu carinho,
Maiara Costa.